quarta-feira, 22 de maio de 2019

PROPOSTA DE REDAÇÃO 6





PROPOSTA DE REDAÇÃO 6
Lixo, consumismo e sustentabilidade.

     Esse é outro tema relacionado ao meio ambiente. Para onde vai o lixo que produzimos, o que acontece com os produtos, o que consumimos cada vez em maior quantidade? "Essa questão envolve responsabilidade política e conscientização das esferas públicas e sociais. Na verdade, o lixo produzido não é apenas responsabilidade do Estado, mas também do cidadão", segundo o ponto de vista de Daniela Martins, coordenadora de Redação do Poliedro Campinas.

Consumo, Consumismo e seus impactos no Meio Ambiente
Publicado em 15 de março de 2015 por Tais Queiroz
      O ato de consumo em si não é um problema. O consumo é necessário à vida e à sobrevivência de toda e qualquer espécie. Para respirar precisamos consumir o ar; para nos mantermos hidratados, temos que consumir água; para crescermos e nos mantermos saudáveis, necessitamos de alimentos. O mesmo acontece com outras espécies que compartilham este planeta conosco. São atos naturais que sempre existiram e que precisamos para nos mantermos vivos.
     O problema é quando o consumo de bens e serviços acontece de forma exagerada, levando à exploração excessiva dos recursos naturais e interferindo no equilíbrio estabelecido do planeta.
     Relatórios de respeitadas organizações ambientais defendem que nós, seres humanos, já estamos consumindo mais do que a capacidade do planeta de se regenerar, alterando o equilíbrio da Terra. Segundo o relatório Planeta Vivo (WWF, 2008), a população mundial já consome 30% a mais do que o planeta consegue repor. Outro relatório, o Estado do Mundo 2010, do World Watch Institute (WWI) coloca que hoje extraímos anualmente 60 bilhões de toneladas de recursos naturais. Isto representa 50% a mais do que extraíamos 30 anos atrás.
     É verdade que a população mundial cresceu muito desde sua existência. No século XVIII (durante a revolução industrial) éramos cerca de 750 milhões de habitantes. Hoje, somos 7,6 bilhões de seres humanos na Terra. E segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial deve chegar a 8,6 bilhões de habitantes até 2030.
      Isso naturalmente proporciona um aumento no consumo dos recursos do planeta. No entanto, esse consumo é extremamente desigual. Enquanto uns consomem muito mais do que suas necessidades básicas, outros sofrem com a falta de recursos. De acordo com o mesmo relatório do WWI (2010), um estudo do ecologista Stephen Pacala, da Universidade de Princeton, sobre a emissão de gás carbônico na atmosfera, revela que as 500 milhões de pessoas mais ricas do planeta (7% da população mundial) são responsáveis pela emissão de 50% do gás carbônico, enquanto três bilhões de pessoas mais pobres são responsáveis por apenas 6% das emissões deste gás.
    Neste caso, o gás carbônico pode ser usado como referência para expressar a produção e o consumo de bens e serviços. Assim, os números mostram que, embora a população mundial tenha crescido muito, a desigualdade social e o consumo excessivo de uma pequena parcela da população são os principais agravantes.

Consumo influencia lixo e exploração de recursos naturais
     Um outro problema, além da exploração do planeta, é a produção de lixo, os restos gerados diariamente pela sociedade. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2016, anualmente, o Brasil produz cerca de 71,3 milhões de toneladas de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos).
     Cerca de 51% deste resíduo é matéria orgânica, isto é comida, alimento. Os outros 49% é composta por materiais de todo tipo, como plástico, vidro, alumínio, papel, tecidos (como roupas velhas), borracha etc.. Essa quantidade monumental de lixo provoca um grande impacto socioambiental, especialmente se considerarmos que a maioria das cidades brasileiras não possui um depósito adequado para o mesmo.
     A questão que temos que colocar aqui é: de quem é a responsabilidade pelo descarte desta quantidade monumental de resíduos, em especial as embalagens?
     Há uma pandemia mundial sem precedentes na história da humanidade e que aproveitou a globalização para se expandir e entranhar em quase todas as sociedades: o consumismo. São bilhões de pessoas que em algum momento perderam a racionalidade do ato de comprar e passaram a fazer deste o (des)caminho para a felicidade. Mas não é possível negar a natureza humana e somente seremos felizes quando alcançarmos alguns dos reais valores de nossa existência: amor, amizade, paz, serenidade, alegria de viver. A suposta felicidade trazida pela aquisição de bens é pueril, transitória e acaba por nos levar a um círculo vicioso sem fim de compra-felicidade-frustração-compra-felicidade-frustração…
     A animação de Steve Cutts consegue ilustrar muito bem esse grave problema social em apenas 4 minutos e é preciso assistir de coração e mente abertos para que a mensagem chegue aos dois de forma a inspirar mudanças ou reafirmar convicções. Para adultos: Ser é mais importante do que ter. Para crianças: Brincar é melhor que comprar. Para todos: felicidade não se compra

Sustentabilidade x Consumismo: entendendo cada um
     Para entender o que é consumismo e o que é sustentabilidade e como esses dois termos, que estão presentes na nossa vida, mas que poucas pessoas entendem o que são esses modos de vida e quais são os impactos deles no dia a dia, na vida de cada indivíduo e no futuro da humanidade. 
Sustentabilidade 
     A sustentabilidade é uma ideia que surgiu a alguns anos com a crescente preocupação da escassez dos recursos naturais e o futuro das próximas gerações. Com o pensamento sustentável procura-se criar o desenvolvimento e o fazer o uso dos recursos naturais de uma forma que não leve-os a escassez. 

O programa Brasil Sustentável, que foi criado durante a Rio+20, em seu site institucional da algumas dicas de práticas sustentáveis: 
 Reciclar o lixo separando plástico, vidro e resíduos. 
• Não jogar baterias de celulares ou outros equipamentos sólidos no lixo comum. Pois esse tipo de lixo deve ser descartado em lugares específicos. 
• Substituir sacolas plásticas por sacolas recicláveis ou feitas de papel. 
• Não desperdiçar água ou energia elétrica. 

Consumismo
     O consumismo é o ato de consumir algo (roupas, alimentos, produtos em geral) sem ter a necessidade real de realizar aquela compra. Muitas dessas compras são feitas de forma compulsiva e impulsionadas pela vontade que o ser humano tem de querer possuir algo para se encaixar ou para fazer parte de algum grupo. Outro motivo que impulsiona o consumismo é a influência da mídia no comportamento das pessoas.

Consumismo x Sustentabilidade
     O consumismo entra em conflito com a sustentabilidade a partir do momento que se produz muito lixo que seria desnecessário, se compra novos aparelhos eletrônicos e descartam-se os antigos e na maior parte das vezes em locais inapropriados causando sérios impactos ambientais.
     Como se consome muito o mercado precisa oferecer novos produtos e para isso o uso dos recursos naturais é necessário. Quanto mais se usar os recursos naturais, mais difícil é de mantê-los para o futuro das próximas gerações.

Produção Textual:
Seu texto dever ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
O teor da redação não deverá sob nenhuma hipótese ferir direitos humanos;
A redação dever ter no mínimo 20 e no máximo 30 linhas escritas;
Atenção: cópia de trechos dos textos da proposta não será contada como linha.
Letra legível.




PROPOSTA DE REDAÇÃO 5



PROPOSTA DE REDAÇÃO 5
30 ANOS DA CONSTITUIÇÃO CIDADÃ: AVANÇOS E RETROCESSOS
      Em outubro do ano passado, a Constituição Cidadã completou 30 anos. Ela deveria ser leitura obrigatória para nós brasileiros, mas a linguagem não é tão próxima daquilo que a gente tá acostumado a ler, por isso grande parte das pessoas afirmam desconhecê-la totalmente ou ter baixo conhecimento do texto. E olha que o texto da Constituição cidadã é importantíssimo, já que ele garantiu a volta da democracia ao Brasil e dos direitos que mudaram a vida de todos os seus cidadãos. E aí fica o questionamento: sem conhecer o documento que garante nossos direitos, como cobrá-los? Estamos avançando em relação ao que está ali definido pra nós, ou retrocedendo? Com base no tema “30 anos de Constituição cidadã: avanços ou retrocessos”. Pense criticamente sobre a configuração atual da nossa sociedade, analise assim, alguns exemplos da ambiguidade brasileira. De um lado, os artigos de nossa Constituição que enunciaram um País ideal a ser alcançado em um futuro ainda distante e, de outro lado, o Brasil real em que vivemos, afastado daquele imaginado pelos nossos constituintes. Redija uma dissertação-argumentativa em no mínimo 20 linhas e no máximo 30 linhas, defenda o seu ponto de vista com autoridade e proposta de intervenção satisfatória.

TABELA AVALIATIVA. (USO DO PROFESSOR)
NÍVEL
1
NÍVEL
2
NÍVEL
3
NÍVEL  4
NÍVEL  5
SOMA
1 – Domínio da norma padrão.

2 – Compreensão da proposta de redação e Tipologia Textual.

3 – Relacionar, selecionar, organizar as ideias e interpretar.

4 – Coerência e Coesão.

5 – Proposta de Intervenção – Conclusão


                     
                                      TOTAL =







NOME DO PARTICIPANTE: __________________________________________________

Proposta de Redação 4



PROPOSTA DE REDAÇÃO 4

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
As doenças reemergentes são aquelas que já são conhecidas há muitos anos, mas que de repente têm apresentado números elevados de incidência. Exemplo desses aumentos são os surtos de dengue. Somente nos primeiros cinco meses de 2011 no Paraná, foram registrados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, mais de 23 mil novos casos da doença.
“Também podemos citar os novos casos de tuberculose e os diferentes tipos de meningites, como a meningocócica A, B, C e viral”, expõe Marion.
Especialistas acreditam que a volta de certas doenças coincide com o modelo de desenvolvimento econômico das sociedades, baseado na exploração do trabalho, tensão social, nas questões do meio ambiente e nas mudanças climáticas. A grande desigualdade social, a fome, desemprego, pobreza e condições de vida das populações pobres também são um dos fatores para a volta desses vírus.
Pesquisadores de todo o mundo temem o que pode acontecer no futuro, principalmente quando se baseiam na teoria de que, ao ocorrer uma epidemia em um país, logo outros correm riscos. Por essa razão é preciso conscientizar a população quanto às formas de prevenção, já que grande parte dessas doenças são de transmissão respiratórias.
Disponível em: http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/12/entenda-porque-doencas-controladas-e-erradicadas-voltam-aparecer.html Acesso em 05 março 2018.

TEXTO II
O pesquisador e gastroenterologista Andrew Wakefield associou a vacina Tríplice Viral ao autismo em um artigo publicado em 1998. Desde então, o movimento antivacinação vem crescendo e doenças que já haviam sido erradicadas voltaram a ser registradas em países onde esses grupos se tornaram mais fortes. Entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, foram registrados 26 casos de sarampo em quatro estados dos EUA. O número equivale a 10% do total estimado para o ano todo no país, que já havia considerado a doença erradicada há 15 anos. No Brasil, o surto mais recente foi registrado este ano no Ceará. Até junho de 2015, foram registrados 161 casos no estado nordestino. A organização de política internacional, Council on Foreign Relations (CFR), desenvolveu um mapa do mundo no qual mostra que, entre os anos de 2008 e 2015, os surtos de doenças que podem ser prevenidas por vacinas.
No Brasil, os grupos antivacina ainda não tem tanta força. O assunto passou a ser visto com mais atenção em 2011, quando uma criança não vacinada contraiu o sarampo e transmitiu a doença para mais sete bebês menores de um ano. Ao todo, 26 pessoas foram contagiadas na região da Vila Madalena em São Paulo, onde o caso ocorreu. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças ainda não são imunizadas com vacinas e cerca de um milhão e meio morrem todos os anos devido a doenças que poderiam ter sido prevenidas.
Disponível em: http://cotidiano.sites.ufsc.br/doencas-erradicadas-voltam-a-aparecer-pelo-mundo/ Acesso em 05 março 2018.

TEXTO III
DOENÇAS ERRADICADAS QUE VOLTARAM A PREOCUPAR
Recentemente, várias doenças que eram consideradas controladas no mundo voltaram a se manifestar de modo mais intenso. Confira um panorama da situação de cada uma delas:
SÍFILIS
Entre 2005 e 2014, mais de 100 mil casos foram registrados entre gestantes no Brasil. A doença sexualmente transmissível é causada por uma bactéria e, no caso de mulheres grávidas, pode ser transmitida ao bebê – caracterizando a sífilis congênita.
As projeções para 2016 são ainda mais assustadoras: estima-se que possam ocorrer cerca de 42 mil casos de sífilis em gestantes. É preocupante também o fato de que a penicilina – medicamento utilizado no tratamento – está em escassez no mercado.
A doença se tornou conhecida na Europa no final do século 15 e sua veloz disseminação por todo o continente a transformou em uma das principais pragas mundiais. Como qualquer outra doença sexualmente transmissível, pode ser evitada através da prática do sexo seguro, com uso de preservativo.
ESCARLATINA
Também causada por uma infecção bacteriana, é uma doença que acomete, principalmente, crianças dos cinco aos doze anos. Ela causa dor de garganta e manchas vermelhas na pele. Até então, era considerada um problema característico do século 20. Em 2015, porém, o número de casos no Reino Unido superou os registros de 1967.
A doença é facilmente tratável por meio de antibióticos, mas os cientistas agora estudam a possibilidade de que a bactéria possa ter criado resistência a eles. Prevenir, portanto, ainda é o melhor remédio. Por se tratar de uma bactéria transmitida pelo contato próximo entre as pessoas, é importante evitar o compartilhamento de objetos.
GRIPE A
Desde que provocou uma pandemia em 2009, a H1N1 – conhecida como gripe A – continua nos holofotes. Transmitida por um vírus influenza do tipo A, é considerada uma doença respiratória e contagiosa, com casos registrados na Europa, América do Norte,  Central e do Sul.
No Brasil, mesmo que a vacina disponibilizada contra a gripe já previna da H1N1, o número de casos ainda é expressivo. Só em São Paulo, durante os três primeiros meses de 2016, já foram identificados 157 infectados.
Disponível em: https://fortissima.com.br/2016/03/22/entenda-como-doencas-erradicadas-podem-voltar-a-se-manifestar-14826622/ Acesso em 05 março 2018.

TEXTO IV
https://www.imaginie.com.br/wp-content/uploads/2018/04/doencas-erradicadas-300x225.jpg


TABELA AVALIATIVA. (USO DO PROFESSOR)
NÍVEL
1
NÍVEL
2
NÍVEL
3
NÍVEL  4
NÍVEL  5
SOMA
1 – Domínio da norma padrão.

2 – Compreensão da proposta de redação e Tipologia Textual.

3 – Relacionar, selecionar, organizar as ideias e interpretar.

4 – Coerência e Coesão.

5 – Proposta de Intervenção – Conclusão


                     
                                      TOTAL =














NOME DO PARTICIPANTE: __________________________________________________